O que são as 5 forças de Porter e como elas potencializam o marketing da sua empresa

21/05/2019 às 19:03 Marketing

O que são as 5 forças de Porter e como elas potencializam o marketing da sua empresa

Já ouviu falar sobre a teoria das 5 forças de Porter? Ainda não? Pois então, vamos lá! Você ficará por dentro dessa teoria neste artigo. Essa teoria é uma das mais difundidas no mundo do marketing e das vendas para uma análise eficiente dos concorrentes e do cenário externo.

Em outras palavras, as 5 forças de Porter levam um empreendedor/gestor a conhecer melhor o terreno onde pisa (seu segmento de atuação). 

Saber como anda e atua a concorrência e quais são os fatores externos ao seu negócio (aquilo que você não pode controlar) é importantíssimo para que sua empresa possa se manter rentável e ativa.

O que são as 5 forças de Porter?

Antes de falar da teoria em si, vamos falar do seu criador. O autor da teoria professor de economia americano Michael Porter.

Ele deu início a sua teoria no final dos anos 70 com o artigo “As cinco forças competitivas que moldam a estratégia” publicado no noticiário da universidade de Harvard, onde Porter leciona.

Apesar da teoria não ser uma unanimidade, ela é considerada muito importante no mundo dos negócios e dita regra em alguns setores, sendo utilizada de maneira ativa por grandes marcas mundiais.

Entrando agora na teoria em si, as 5 forças de Porter servem como uma ferramenta de análise do desempenho da sua empresa no mercado, de acordo com a competição existente e fatores externos recorrentes que não são possíveis de serem controlados, pelo menos a princípio.

Acho que podemos dizer que há um consenso de que nenhuma empresa chegou ao sucesso, a ser líder de mercado por sorte, certo? Tudo é estratégia, é percepção, é análise, afinal os setores de marketing e vendas não sobrevivem sem dados.

O intuito das 5 forças de Porter é justamente minimizar o achismo e dar um embasamento para a viabilidade de investimento e nível de competitividade que uma empresa pode ter em um certo mercado.

Para entender melhor a teoria, vamos entrar em cada uma das cinco forças explicando a sua necessidade e dando dicas e exemplo sobre cada um deles, confira abaixo:

Rivalidade entre os concorrentes

O seu mercado de atuação é muito disputado? Essa força de Porter busca entender o nível de competição do seu segmento. E isso varia bastante.

Existem mercados que são muito competitivos com várias empresas angariando uma boa fatia de público. Já existem outros onde apenas uma ou duas empresas realmente podem ser consideradas concorrentes uma da outra.

O nível de competição do mercado pode ser entendido da seguinte maneira: um mercado mais competitivo pode ser mais difícil de estabelecer uma empresa, mas tende a ter um potencial de lucro maior.

Já mercados menos competitivos, tornam mais fácil o crescimento de uma empresa, mas podem ter limites nocivos as possibilidades de lucro do negócio.

Aqui a sua empresa pode aplicar planejar algumas ações que facilitem a inserção dela no mercado, como por exemplo, a diminuição dos custos operacionais a um limite aceitável para aumentar a margem de lucro e a diferenciação de produtos e serviços, encontrando elementos que destaquem as soluções oferecidas pela sua empresa em relação as dos concorrentes.

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Poder de barganha com os fornecedores

O quanto sua empresa é dependente de um grupo pequeno de fornecedores? Essa é uma boa maneira de entender o quanto seu negócio depende de terceiros.

Em tese, quanto menos fornecedores bons tiverem no seu mercado, mais dependente você é e menor é o seu poder de barganha.

Essa é uma excelente maneira de entender a dependência dos fornecedores e de enxergar formas de introduzir novos parceiros ou assumir a produção própria de seus produtos para eliminar a dependência dos fornecedores.

Num exemplo básico, quanto maior for a sua variedade de fornecedores, mais poder de barganha você tem.

É igual quando o cliente quer comprar um produto e faz um orçamento em algumas lojas, ele passa a ter um poder de barganha mostrando em um local que existe outro que pode vende-lo o mesmo produto por um preço menor.

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Ameaça de substituição de produtos

No mercado, a concorrência não é só direta. O que quero dizer com isso é que não é apenas com os produtos dos seus concorrentes que você deve se importar.

Afinal, estes devem seguir uma linha semelhantes aos já lançados e você tende a ter uma resposta mais rápida a eles.

Também é preciso estar por dentro da sua concorrência indireta, checando todas as possibilidades de fazer você perder uma fatia de mercado.

Se você vende bebidas como água mineral e sucos, por exemplo, você tem que ficar ligado em empresas de refrigerantes.

Por quê? Apesar de não ser um concorrente direto, indiretamente vocês estão disputando o mesmo público.

Imagina se o cliente troca o suco pelo refrigerante? É preciso avaliar o tamanho desse risco.

Ameaça de novos entrantes

Essa é uma das maiores preocupações atuais de mercado. A Microsoft e a Apple, por exemplo, tendem a se preocupar mais com uma nova startup do que com os concorrentes diretos.

Se puxarmos da memória, basta ver como novas empresas revolucionaram mercado e ganharam espaço em pouco tempo. Quer alguns exemplos? Netflix, Spotify, Uber e Airbnb.

No mundo atual, as empresas que mais podem revolucionar o mercado são as novatas e não as que já estão no mercado. As mudanças nos últimos anos apontam isso.

Uma boa dica é checar se há muitas startups na sua área de atuação e como anda a fomentação de novas tecnologias, dessa forma é possível prever as novas concorrentes que podem surgir no mercado.

Poder de barganha dos clientes

Sabe a lei da oferta e demanda que rege o mercado? Ela pode ser aplicada no uso da quinta força de Porter.

Avaliar o poder de barganha de seus clientes é essencial para aumentar a competitividade do seu negócio em seu segmento de atuação.

Para exemplificar essa relação, vamos citar dois exemplos:

Primeiro, imagine o setor de móveis no Brasil. Existem várias grandes lojas no mercado e ainda muitas outras menores. Há muitas empresas para um mesmo público.

Neste caso, o poder de barganha do consumidor aumenta. Como assim? Bom, se o cliente chegar em outra loja e ela cobrir a sua oferta, o cliente realiza a compra com preço menor pelo seu poder de barganha, entendeu?

Noutro exemplo, vamos pensar no ramo da TV. Os campeonatos nacionais de futebol, esporte da paixão dos brasileiros, possui apenas uma empresa transmitindo seus jogos.

Como apenas uma empresa é dono dos direitos de transmissão a barganha dos clubes e dos clientes (consumidor final) é pouca. Há muitos clientes para poucos vendedores. O poder de barganha se torna mínimo.

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