4 fraudes mais comuns no e-commerce e como se proteger

07/09/2019 às 19:12 Loja Virtual

4 fraudes mais comuns no e-commerce e como se proteger

Mesmo com as pesquisas mostrando reduções no número de fraudes no e-commerce nacional nos últimos dois anos, o problema ainda é preocupante, tanto para lojistas como para clientes.

Segundo dados da ABCOMM (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), uma tentativa de fraude acontece a cada 6,5 segundos no Brasil.

Este é um número alarmante que mostra a necessidade de nos resguardarmos para fazer transações seguras pela internet.

A fraude é um crime que pode gerar transtornos financeiros e legais, além de usar dados bancários, criminosos podem usar dados pessoais de consumidores para cometer outros crimes.

Como acontecem fraudes no e-commerce?

As fraudes no e-commerce afetam tanto lojistas quanto clientes. De acordo com o Raio X da fraude, uma a cada 45 compras feitas em lojas virtuais brasileiras são fraudulentas.

E mesmo que outros dados apontem uma redução na prática deste crime, o caminho para ter um ambiente de compra seguro no comércio eletrônico brasileiro ainda é longo.

Existem várias maneiras de cometer uma fraude, neste artigo mostraremos cinco delas para vocês. Mas antes disso, vamos falar um pouco sobre os fatores que levam este crime a ser tão praticado no e-commerce brasileiro.

Os clientes acabam sofrendo com fraudes devido à falta de segurança no ambiente virtual e em dispositivos pessoais. Nem sempre, o problema se cria dentro do sistema de compra do e-commerce.

Muitas vezes, a clonagem de dados acontece devido a invasão em um celular, a um software ou ao uso de computadores públicos.

A principal preocupação para clientes é a clonagem de dados. Geralmente, os criminosos utilizam dados de outras pessoas para fazerem grandes compras ou praticarem outros crimes, apresentando outra identidade.

Já para as lojas, o principal perigo está no furto de informações, tanto da empresa como de clientes. Da mesma forma, o empreendedor e o consumidor ficam expostos ao uso indevido de seus dados pessoais, empresariais e bancários por criminosos.

Confira os cinco principais tipos de fraude cometidos no e-commerce:

Phising

Esse tipo de golpe é muito comum e costuma ser bastante utilizado por criminosos pelo alto índice de fraudes que ele possibilita.

Basicamente, a prática se baseia em copiar o sistema de uma loja virtual ou copiar páginas em redes sociais para se passar pelo lojista.

Geralmente, o phising vem acompanhado de uma proposta irresistível para atrair consumidores.

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A fraude acontece quando o consumidor, de boa-fé, coloca os seus dados para fazer um “cadastro” ou realizar uma compra, acreditando que o site ou link cedido pertence a loja virtual usada como objeto da fraude.

Após a inserção de dados, criminosos copiam as informações e cometem outros tipos de crime como compras indevidas ou a tentativa de transferências bancárias, sempre se passando pelo detentor dos dados.

Confira também: Quanto custa montar uma loja virtual?

Fraude efetiva (laranja)

Esse é o tipo mais comum de fraude no e-commerce brasileiro. Basicamente, a fraude efetiva acontece quando pessoas clonam os dados de outras para fazer compras em seu nome.

Geralmente, essas pessoas fazem parte do ciclo de amizades ou utilizou meios para obter as informações através de dispositivos invadidos anteriormente a fraude.

Com os dados em mãos, os criminosos entram em lojas virtuais e fazem compras usando os dados de outra pessoa, e utilizando o endereço de um “laranja” para receber o produto. Assim, o produto é comprado de forma indevida e chega em um local desconhecido pelo detentor dos dados.

Esse tipo de fraude prejudica principalmente o lojista. Em compras por cartões de crédito ou débito, por exemplo, o detentor dos dados clonados acaba pedindo o cancelamento da compra ao comprovar que foi vítima de fraude, e com isso acaba recebendo a devolução do valor da compra.

Agora, os lojistas, na maioria das vezes, não conseguem reaver os seus produtos após o despacho, já que o endereço utilizado sempre é desconhecido pelo cliente que foi vítima de fraude.

Auto fraude

Esse é um tipo de fraude praticado por consumidores comuns.

A auto fraude acontece da seguinte maneira: o consumidor compra um produto normalmente, e dentro do prazo de 180 dias, como garantido pelo Código do Consumidor, ele entra em contato com a operadora de cartão para contestar a compra, alegando não a ter feito.

Assim, na maioria das vezes, o cliente consegue receber a devolução do valor da compra e ainda assim fica com o produto comprado.

Geralmente, esse tipo de cliente de má fé é mapeado pelas financeiras e operadoras de cartão e acaba sendo impedindo de realizar novas compras.

Smishing

Com o aumento do número de compras online através de smartphones e tablets, os criminosos estão usando um novo tipo de golpe, parecido com o Phising. O Smishing é um golpe aplicado por mensagem de texto.

Funciona assim: criminosos usam números similares aos de operadoras e lojas para oferecer ofertas muito vantajosas. O intuito é induzir as pessoas a clicarem no link e preencherem os formulários com seus dados para que estes sejam clonados.

Semelhante ao Phising, no smishing os dados são obtidos por meio de páginas e links falsos, que aparentam ser de lojas e empresas verdadeiras. Isso aumenta a confiança do cliente para a inserção dos dados.

Com os dados em mãos, os criminosos realizam compras indevidas e transações bancárias não autorizadas pelas vítimas.

Junto com o phising, esse é o tipo de fraude que lesa somente o consumidor, já que não há nenhuma loja intermediando a compra, o que acaba dificultando o estorno das compras.

Para reaver os valores, o consumidor deve conseguir provar junto as operadoras e bancos que não foi eles que fez as compras e transações, e isso pode levar um tempo.

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